sábado, 18 de fevereiro de 2017

O Bom Pastor e as famílias

O Papa Francisco ofereceu à Igreja a Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Amoris Lætitia” (A alegria do amor), sobre o amor na família, como fruto de duas Assembleias do Sínodo dos Bispos. Diz o Papa: “Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio, o desejo de família permanece vivo nas jovens gerações. Como resposta a este anseio, o anúncio cristão que diz respeito à família é deveras uma boa notícia”. Interpretações mundanas viram no documento papal uma possível decepção, enquanto todos nós, filhos da Igreja, descobrimos a projeção de um renovado sopro a favor da família. Quando muitos especulavam, quem sabe sonhando colocar na boca da Igreja soluções radicais para os problemas da família, independente dos extremismos correntes, o Santo Padre oferece um verdadeiro hino ao amor na família, a ser entoado pelo coro dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro.

Papa Francisco aconselha uma leitura calma da Exortação Apostólica, superando a tendência de uma compreensão apressada e superficial. Ele mesmo acena aos casais a beleza do capítulo a respeito do amor no matrimônio ou o texto sobre a fecundidade do amor. Os capítulos sobre as perspectivas pastorais e o reforço da Educação dos filhos certamente atrairão os agentes de Pastoral Familiar. Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade será a provocação positiva para todos os que buscam um caminho para evangelizar a boa nova da família diante das situações difíceis e desafiadoras de nosso tempo. E toda a Igreja celebrará as conclusões sobre a espiritualidade conjugal e familiar, com a qual se conclui a Exortação Apostólica. Não há dúvidas de que o Espírito Santo conduza a Igreja, o que se confirma mais uma vez, mostrando, diante de um mundo em crise e repleto de confusões em todos os níveis, que começa agora uma nova e esperançosa etapa de valorização da família, como foi pensada por Deus.

Nas celebrações matrimoniais judaicas e cristãs, canta-se o salmo da família (Sl 127), com o qual o Papa iniciou a Exortação Apostólica e queremos ecoar com alegria: “Feliz quem teme o Senhor e segue seus caminhos. Viverás do trabalho de tuas mãos, viverás feliz e satisfeito. Tua esposa será como uma vinha fecunda no interior de tua casa; teus filhos, como brotos de oliveira ao redor de tua mesa. Assim será abençoado o homem que teme o Senhor. De Sião o Senhor te abençoe! Possas ver Jerusalém feliz todos os dias de tua vida. E vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!” É festa para a Igreja quando pode oferecer as boas notícias. E elas estão dentro de nossas casas!

Vivemos neste final de semana a Festa do Bom Pastor, na qual resplandecem as atitudes daquele que quer para todos a vida em abundância. Cabe bem ver as parábolas, chamadas no seu conjunto de Parábola do Bom Pastor (Cf. Jo 10, 1-30) dirigidas às famílias, acolhendo justamente o Evangelho da Família, dirigido a toda a sociedade, que clama, tantas vezes sem consciência clara, por tal novidade.

Com Jesus, que é a porta das ovelhas, queremos adentrar na casa e no coração de todas as famílias. “Cruzemos o limiar desta casa serena, com sua família sentada ao redor da mesa em dia de festa. No centro, encontramos o casal formado pelo pai e pela mãe com toda a sua história de amor” (Amoris lætitia 9). Nasça em nós um respeito profundo pela intimidade do lar, com seus segredos, conselhos, liberdade, afeto! Quem ninguém entre na família como o mercenário ou o salteador, mas seja ela reconhecida como espaço sagrado! É hora de ser radicais, impedindo que entrem em nossas casas os mercenários e ladrões, que roubam nada menos do que a nossa dignidade, para espalhar, na praça pública do mundo, a história e os valores, ainda em desenvolvimento, mas presentes em nossas famílias.

A vida em abundância entra pela porta da casa quando a família acolhe Jesus. Ele é a porta e é aquele que vai à frente das ovelhas, sejam elas o pai, a mãe ou os filhos. O alimento verdadeiro, que sustenta as pessoas da família, tem um nome, que é o próprio Jesus, que é porta, sustento, pastor, aquele que conduz à boa pastagem (Cf. Jo 10, 9). Muito antes de nossas famílias existirem, o Senhor se entregou por elas e confirmou a bênção primordial da família. A força de suas palavras o revela: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher? Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2, 24; Mt 19, 4; Cf. Amoris lætitia 9).

O bom pastor conhece as ovelhas! Aqui ele se torna referência, mais uma vez, para a família. O lar é o lugar do conhecimento profundo. Quantos pais e mães até se assustam (bendito susto!) quando seus filhos se soltam quando estão em casa, parecendo até agressivos, como gente que trata bem só quem é de fora. É que em casa os defeitos e as qualidades são tocados com um amor que tudo cobre, tudo suporta e tudo perdoa! Em casa damos uns para os outros a vida, e não firulas ou enfeites, feitos muitas vezes de superficialidade. Benditas sejam as discussões, as lágrimas, e também os abraços, beijos, sorrisos e afetos de quem se sente em casa! E o pastor que é Jesus nos conhece, também porque garantiu estar presente entre aqueles que se reúnem em seu nome (Cf. Mt 18, 20), não só quando rezam, mas em todas as ocasiões.

A família tem também sua dimensão missionária. Certamente muitos de nós temos a experiência de viver em famílias que agregam parentes e conhecidos, atraindo gente que apenas se sente bem naquela casa, reunindo amigos e conhecidos. As casas se tornam grandes, a ajuda a outras pessoas se multiplica, há um gosto especial em estar juntos! Desejamos que nossas famílias olhem para as outras, atraiam, para contribuírem de seu modo a fim de que venha a existir um só rebanho e um só pastor.

O Papa Francisco põe em nossa boca uma belíssima oração, dirigida à Sagrada Família, que oferecemos agora a todas as famílias: “Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor. Confiantes, a vós nos consagramos, Sagrada Família de Nazaré. Tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração. Autênticas escolhas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas. Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais haja nas famílias episódios de violência, de fechamento e divisão; e quem tiver sido ferido ou escandalizado seja rapidamente consolado e curado. Sagrada Família de Nazaré, fazei que todos nos tornemos conscientes do caráter sagrado e inviolável da família, da sua beleza no projeto de Deus. Jesus, Maria e José, ouvi-nos e acolhei a nossa súplica. Amém!

 Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará
Assessor Eclesiástico da RCCBRASIL
Fonte: RCC Brasil

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Como transformar as pessoas pelo poder do Espírito Santo?

As pessoas estão sedentas do Espírito Santo, sedentas da vida plena que Ele lhes traz

O segredo está em Jo 7,37-38, quando “Jesus, de pé, exclamou: ‘Se alguém tem sede, venha a mim, e beba’”. Conforme diz a Escritura, “Do seu interior correrão rios de água viva”.

Jesus coloca três passos para nós:

Venha a mim

É preciso ir até Jesus, visitá-lo, buscar um momento a sós com Ele, seja na capela ou no seu quarto rezando. É preciso buscá-lo na Santa Eucaristia, na Palavra, cultivando uma intimidade com Ele. O Senhor espera por você todos os dias, Ele o espera como o Pai do Filho pródigo (cf. Lc 15).

Beba da Água Viva


Para beber da Água Viva do Espírito Santo, basta crer e ter sede; e à medida que eu tenho sede de Deus, mais eu O desejo. Quem tem muita sede, muito deseja, muito bebe dessa água do Espírito Santo, seja nos Grupos de Oração ou na Canção Nova, por meio da nossa programação e pela internet.

Do seu interior correrão rios de Água Viva

Após beber, de seu interior correrão rios (note que é no plural, devido ao grande volume). Essa Água Viva é o Espírito Santo. O versículo 39 explica: “Ele disse isso falando do Espírito Santo, que haviam de receber os que acreditassem nele”. Quem bebe terá o Espírito para saciar a outros. Note que Jesus fala de seu interior e não de sua boca nem de seus atos, Ele fala de seu interior!

Como uma fonte, que sai do interior da terra e, antes de brotar num rio, muda todo o interior do solo, o Espírito sairá de você profusamente e contagiará os que estão à sua volta, porque Ele vai transformar seu interior, seus sentimentos e emoções; depois, suas palavras e ações, e lhe dará uma vida plena ao ponto de outros desejarem se eles o quiserem beber.

Se você, porém, não for essa fonte, pode ser que essas pessoas à sua volta não tenham onde beber! Muitos que desejamos que tenham uma experiência profunda com Deus e tenham sua vida transformada, não querem nem ouvir falar de Deus ou pisar na Igreja.

As pessoas hoje estão sedentas do Espírito Santo, sedentas da vida plena que Ele nos traz, porém não sabem, sentem o vazio, buscam outras fontes, fontes mundanas e demoníacas. Se não formos estas fontes no deserto deste mundo, muitos se perderão. É preciso dizer isso, pois, diferente do solo que não pode bloquear a ação da água, nós podemos bloquear a ação do Espírito em nossas vidas, e podemos a nós mesmos e outros a se perderem.


Guilherme Cristóvão, missionário da Comunidade Canção Nova
Fonte: Canção Nova

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